Conhecer o PGM J

PGMJ

O Pequeno Grande Maldito J é o Fantasma da Esfera. Provoca para nos lembrar, e evapora-se para não ficar.

 O seu tom gozão, familiar e ao mesmo tempo abstracto, firme mas fugaz, pega nas nossas emoções e faz um malabarismo descarado, arrebatando-nos desde o início, para no fim nos deixar suspensos naquilo que esconde e nós queremos saber.

 É um toca e foge; a presença brincalhona e inquieta que nos vem dizer olá da forma que lhe apetece e vai embora sem ouvir a resposta. Vem conforme o génio e não importa se acreditamos no que ele nos diz: crendo nele ou não, ele deixa-nos muito curiosos. Intriga-nos porque quando o lemos, no fim ele já desapareceu; mas rimo-nos da sua insolência e, no fundo,  queremos que ele exista mesmo, que seja tal como escreve.

 O Fantasma tem em si vários génios que disputam o lugar do dia, vencendo sempre o menos provável. Num dia alegra-nos e conquista-nos, e no dia seguinte apresenta-nos uma conta para pagar. Ele é e ele faz, ele chega, conhece-nos, abre-nos a porta, mas o caminho é para ser achado por nós. As palavras são dele, mas a viagem através delas é nossa; nós que escolhamos como e por onde queremos ir! Quando o lemos, viajamos sempre, no sol, na chuva, vestidos de ouro ou encharcados em lama, mas vamos para longe daqui. Enquanto caminhamos sem ele estar, temo-lo na inquietação do que nos atirou para a estrada, pedaços de constatações e pedras de realidade entre pós esvoaçantes de sonho.

 Leva-nos onde queremos e não queremos, conta-nos histórias de um espírito reguila e traquina que vagueia por Lisboa e aparece no papel que temos nas mãos. O Fantasma seria capaz de esperar quase eternamente pelo Verão só para nos roubar o sol apenas por diversão, escondê-lo por umas horas só para ver o caos, os encontrões às escuras e ao frio, e relatá-los com gozo no papiro que encontrasse.

 Espontâneo, cru, atrevido e malvado nos acessos de brilhantismo que brotam assim que escreve; familiar, sarcástico e consciente naquilo que nos sugere, que nos deixa para adivinhar.

 Um fantasma endiabrado que vem dar à Esfera um fôlego profundo para nos agarrar, enquanto apronta e desaparece, rindo-se e divertindo-se, nunca passando sem nos deixar a sua lembrança.

PGM F

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s