Vómito

disoriented

Era um dia feliz e agora é triste. Assim, agora é triste, sem direito a aprofundar a sentença. O mundo gira e dá náuseas. O mundo é nauseabundo. Assim mesmo, sem justificação, que o mundo não tem direito a justiças.

Era dia e tornou-se noite. A escuridão engoliu o dia para sempre e o caos dominou o mundo, sem que conseguisse evitá-lo. É assim, a vida não tem magia. E o mundo tornou-se ainda mais feio enquanto o nojo me subia pela garganta e azedava a raiva num vómito.

O mundo é um vómito. O mundo é um vómito. O mundo é um vómito. Nada vale a pena, é tudo uma perda de tempo e as lições passam ao lado quando nos são negadas. E a raiva vem. A raiva. A balança tão desequilibrada da justiça que é cega, surda e muda. E o mundo é um vómito. O mundo é um vómito. O mundo é um vómito. Cada vez mais denso e nauseabundo.

E as borrachas já não apagam e as canetas já não escrevem nas folhas. Ah, o mundo gira e deixa-nos suspensos de cabeça para baixo e amarrados pelos pés, enquanto o sangue nos sobe à cabeça. Mas nem o sangue sobrevive por muito tempo nas trevas que se instalaram. As trevas… Lembro-me de quando a noite era bela. Já não é. A noite é feia, feia feia. O mundo gira na roda dos horrores e o “grito” de Munch é uma brincadeira de crianças. Tempo perdido, é tudo o que sobra. Porque o mundo é um vómito. E fere.

O mundo é um vómito, um vómito, um vómito, até ao infinito. Que nojo!

Pequena Grande Maldita C

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