As labaredas do renascimento

jsc

O céu trocou o azul pelo branco

As coisas perderam o encanto

Dos vidros restaram os cacos

Naquele silêncio de fracos

Passaram horas naquela escada

Com a noite veio a geada

E eu de mãos vazias esperava

Por uma sombra que nunca chegava

Cansei-me e levantei o corpo

Que só o corpo restava

O espírito jazia morto

Na dor que o amor agrava

Mas num dia de Inverno

Em que o sol fulminante se rendeu

Bebi as gordas gotas de Inferno

Como um orgulhoso ateu

E a minha alma ardeu de repente

Na paixão que novamente

Me invadia sem pudor

Naquele diurno ardor

Quis ser tudo o que era meu

Que eu merecia o céu

E no paraíso que fechava na mão

Já não temia dor ou solidão

E renasci naquele romance solitário

Naquele canto de café ordinário.

PGM C

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